Pussy
Terça-feira, Novembro 24, 2009
Sexta-feira, Novembro 13, 2009
Desenrascanço
'Desenrascanço' faz falta no léxico inglês por P.B. 20 Abril 2009 'Site' de humor elegeu as 10 palavras estrangeiras mais fixes que fazem falta na língua inglesa e o famoso 'desenrascanço' português lidera. O "desenrascanço" dos portugueses, ou a "capacidade de resolver problemas rapidamente e com poucos meios; desembaraço" (Dicionário da Língua Portuguesa de 2009), acaba de ser eleita a palavra que mais falta faz no léxico inglês. A eleição, realizada pelo site norte-americano Cracked - auto- -intitula "o único site de humor e vídeos, desde 1958" -, resultou num top 10 das expressões de outras línguas que mais fazem falta à língua inglesa, em que "desenrascanço" lidera (ver tabela ao lado). Ilustrada com o personagem da série de TV dos anos 80, MacGyver, um agente secreto que não usava armas e resolvia todos os problemas com engenhocas várias e com o seu canivete, o site dá exemplo da aplicação do "desenrascanço". A saber: "Quando se usa o cabide para apanhar as chaves do carro que caíram na retrete, ou um bigode arranjado de emergência com pêlos púbicos." Curiosamente, o Cracked chega mesmo a dizer que são os próprios portugueses a elegê-la como parte integrante da sua cultura. "Enquanto a maioria de nós [americanos] defende o lema de escuteiro 'Be prepared' (prepara-te), e está sempre em dificuldades se não planeia a mais pequena coisa em antecipação, os valores dos portugueses são justamente o oposto", refere o site, acrescentando que esta capacidade de improviso é ensinada nas universidades e nas forças armadas. "Eles acreditam que esta habilidade de resolver situações de última hora com soluções de momento foi a chave da sobrevivência noutros países", nomeadamente na "construção do império que começava no Brasil e ia até às Filipinas". "F... preparation (preparação). Eles têm o desenrascanço", conclui o Cracked.
A ronda de Bob Dylan
O Idoso Bob Dylan foi "apanhado" a vaguear à volta da casa do vizinho em Los Angeles. A causa de tal ronda é desconhecida, embora possam ser feitas algumas conjecturas: velhice, doenças degenerativas, droga, cleptomania, ou tem um gosto predileto pela casa em questão.
VIDA DA RUA
INÊS PEDROSA
..." é fácil cair na rua.... Outras vezes fugimos para a rua para não enlouquecer de desalento, para aprender a não esperar mais nada de ninguém, para nunca mais voltarmos a desesperar por amor de alguém. Os que vivem na rua podem cair em buracos, passar fome e frio, estender a mão á má consciência alheia, mas as grilhetas da subserviência e da vaidade não lhes atrapalham os passos. Não dobram a espinha a cargos ou mordomias.
Querem mete-los em camaratas, fechá-los no recanto da caridade com uma sopa e um catre - e eles continuam a fugir para dormir sobre cartões num passeio da cidade. Porquê? Porque têm as estrelas a seu favor, e a solidadiedadedos que como eles, desistiram da dos cartões e dos deverese da concorrência.
Sem abrigo somos todos nós, e muito mais os que vivem sob o tecto do êxito obrigatório e agarrados às paredes do poder do que os que vivem na rua, sem nada e sem medo."
Já dizia o finado AUGUSTO DA VESTIARIA: "Malucos são vocês, que vão trabalhar todos os dias!"
Agustina Bessa-Luís
“Escritora portuguesa, nascida em Vila Meã, Amarante. Começou a escrever aos 16 anos. Casou, em 1945, com Alberto de Oliveira Luís. Viveu em Coimbra até 1948, data em que publicou a novela “Mundo Fechado”. Passa a residir no Porto a partir de 1950, ano em que publica no Porto "Os Super-Homens", primeiro romance. Começou a escrever aos 16 anos e em 1950 publicou o seu primeiro romance, “Mundo Fechado”. O reconhecimento chegaria em 1952, com a atribuição do Prémio Delfim de Guimarães ao livro “Sibila”, galardoado no ano seguinte com o Prémio Eça de Queiroz. Estreou-se no teatro em 1958 com “O Inseparável”. “
Casou com o intuito de se emancipar de uma forma inteligente publicou um texto num jornal, á procura de marido. Recebeu algumas respostas e escolheu uma delas. Ainda hoje é casada e vive com Alberto de Oliveira Luís, que segundo consta passa à máquina de escrever os livros que ainda vai publicando. A dita resposta segundo um dos supostos autores, foi elaborada por três pessoas, incluindo o marido, mas foi ele que entrou primeiro em contacto com a Agustina.
Bibliografia
Sebastião José Mundo Fechado (1948) Os Super-Homens (1950) Contos Impopulares (1951) Os Incuráveis (1956) A Sibila (1956) A Muralha (1957) O Inseparável (1958) O Susto (1958) Ternos Guerreiros (1960) O Manto (1961) O Sermão do Fogo (1963) Os Quatro Rios (1964) A Dança das Espadas (1965) Canção Diante de uma Porta Fechada (1966) Homens e Mulheres (1967) Santo António (1973) As Categorias (1975) As Pessoas Felizes (1975) Crónica do Cruzado Osb (1976) As Fúrias (1977) O Mosteiro (1980) O Vale Abraão (1991) O Concerto dos Flamengos (1994) Camilo. Génio e Figura (1994) Memórias Laurentinas (1996)
Subscrever:
Mensagens (Atom)